Depois de muitos ensaios e frases inacabadas decidiu que naquela noite nada escreveria. Mesmo que as palavras continuassem a vir em ânsias, atrevidas e irresponsáveis, e as pontas de seus dedos se movessem à procura de teclas imaginárias. Não se denunciaria. Abdicaria dos títulos, das metáforas clichês e dos pontos finais. Ficaria apenas na forma de uma mudez repetida que acabaria por puir as perguntas não feitas. Aos observadores, um minuto de silêncio. Pensariam que honrava o dois de novembro. Respeitável.
2/11/09
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